Você conhece a teoria. Sabe o que é TEA, leu sobre deficiência intelectual, fez pelo menos um curso sobre TDAH. Mas na segunda-feira, quando a criança chega e a atividade da turma não faz sentido para ela, você está sozinho com uma folha em branco e 30 minutos para resolver.
A dúvida não é sobre o quadro. A dúvida é sobre o que fazer agora, com esse estudante, nessa atividade, nessa escola, com esses recursos.
Formação sobre inclusão quase sempre ensina o conceito e pula a decisão. Você aprende o que é comunicação alternativa, mas não aprende quando indicar, qual sistema escolher, como introduzir na rotina, como treinar a família. Você aprende que a avaliação deve ser qualitativa, mas ninguém te mostrou como registrar avanço de um estudante não verbal de forma que a escola aceite como evidência.
O resultado é um profissional tecnicamente comprometido que toma decisões por tentativa e erro porque não tem referência para o caso específico que está na sua frente.